14.3.07

Na sequência do pequeno questionário que se encontra no Blog do Lobo, aqui estão também as minhas respostas, e mais uma pergunta.

1 – ALTURA? - 1,58... ou 1,59. Altinha.
2- QUE SAPATOS ESTÁS A USAR? - Meias c/ padrão duvidoso.
3 - MEDO? - De perder a força.
4 - OBJECTIVOS A ALCANÇAR: Fazer rádio/produção televisiva/dobragens.
5 - FRASE QUE MAIS USAS NO MESSENGER? - O inevitável 'LOL'. (Eu sei que isto não é uma frase...)
6 - MELHOR PARTE DO CORPO? - Se me pedissem a pior, diria os pés... Assim, não sei !
7 - PALAVRÕES? - Ora... Mais que a conta...
8 - LADO DA CAMA? - O esquerdo = comportamento obsessivo-compulsivo :P
9 - TOMAS BANHO TODOS OS DIAS? - Todos os dias que sejam feriado, está claro !
10 - GOSTAS DE TOALHAS QUENTES? - Sim.
11 - URSINHOS DE PELÚCIA? - É mais sapos, porcos e afins.
12 - ACREDITAS EM TI MESMO? - Quase sempre.
13 - DÁS-TE BEM COM OS TEUS PAIS? - Acho que é caso para dizer... Médio !
14 - GOSTAS DE TEMPESTADES? - Muito, especialmente se a perspectiva for a do interior de uma casa - portanto, chuva, frio e trovões lá fora... sofá, cobertor e quentinho cá dentro.

15 - DESPORTO? - Neste momento é mesmo andar de transportes públicos, mas fiz natação, andebol, voleibol, ginástica e eventualmente mais alguma coisa que não me recordo...
16 - QUANDO NÃO ESTÁS A TRABALHAR QUE FAZES? - Gozo o facto de não estar a fazer nada... Mas como raramente isso acontece...
17 - FOBIAS E MANIAS? - Portanto: apifobia (abelhas), claustrofobia, e vertigens. Tenho a mania de esfregar a ponta do nariz, de esticar os dedos constantemente e de me sentar no extremo das cadeiras.
18 - QUANTAS VEZES O TEU NOME JÁ APARECEU NOS JORNAIS? - 2/3 : sempre dissimulado :P
19 - CICATRIZES NO CORPO? - Uma na testa e outra no joelho, ambas de infância, quando me lembrava de atirar para o chão desalmadamente. E outra entre o pescoço e o ombro, quase há um ano.
20 - DE QUE TE ARREPENDES DE TER FEITO? De pensar demais.
21 - COR FAVORITA? - Branco.
22 - UM LUGAR ONDE NUNCA ESTIVESTE E GOSTAVAS DE IR? - Vários, mas tou na expectativa de conhecer o Brasil.
23 - MANHÃS OU NOITES? - Noites, indiscutivelmente !
24 - O QUE TENS NOS BOLSOS? - Um lenço de papel.
25 - O QUE FARIAS SE FOSSES PRIMEIRO MINISTRO? - Se a minha mãe tivesse..... era o meu pai... ou talvez não.
26 - SE GANHASSES O EUROMILHÕES QUE FARIAS AO DINHEIRO? - Viagens com a família, viagens com os amigos, pagava o resto do curso, comprava um carro...
27 - SE TE CAÍSSE NAS MÃOS A LÂMPADA DE ALADINO O QUE FARIAS? QUE DESEJOS PEDIRIAS? - Esfregava-a, talvez seja pertinente... Depois pediria saúde, felicidade para os que me rodeiam, e em terceiro lugar... Pedia mais 3 desejos...
28 - SE O MUNDO ACABASSE HOJE ÀS 23h59m QUE FARIAS ATÉ LÁ? - Não vai acabar porque eu tenho trabalhos para entregar e frequências para fazer, sff.

29 - SE TIVESSES UM FILHO SEM SABER COMO, SEM RAZÃO NENHUMA, QUE FARIAS? - No mínimo seria um pouco estranho eu ter um filho sem saber como, sem razão nenhuma... A tecnologia está a avançar mas não se estiquem.
30 - SE TE FOSSE DAR A ESCOLHER UM “PEDAÇO DA NATUREZA “PARA TERES JUNTO A TI, QUAL ESCOLHERIAS? - Um 'pedaço' de mar.
31 - O QUE LEVARIAS PARA UMA ILHA DESERTA? - Música, boa companhia...

32 - O QUE É QUE TE FAZ CHORAR ? Demonstrações de carinho, momentos felizes, tristes e nervos.

22.2.07

O meu olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Fernando Pessoa [Alberto Caeiro]

5.1.07

4 de Janeiro de 2007
Jornal Nacional - TVI
Reportagem no Jardim Zoológico de Lisboa


Repórter: "Apesar de só ter três dias, a pequena girafa já mama e já se põe de pé!"


Bom... A primeira paragem é definitivamente aqui. Epá... Já mama e já se põe de pé?

Ora... A girafa mamar é realmente um acontecimento único, visto que até nem é um animal mamífero nem nada...

"As girafas, como todos os mamíferos(...)" in Wikipédia

Continuando, deparamo-nos com a fascinante capacidade de incluir tanta informação inteligente numa oração só. "Já se põe de pé!" Fascinante ! Quer dizer... Se puxarmos um pouquinho pelo nosso senso comum, e já agora, se cometermos a loucura de recordar as aulas de Ciências da Natureza, sabemos que as girafas-mãe têm as suas crias em pé, e que estas caem de uma altura que ronda os 2 metros, precisamente para que os seus orgãos comecem a funcionar naturalmente (assemelha-se um pouco ao estímulo que é provocado aos recém-nascidos através de uma pequena palmada no rabiosque... que por acaso até tem um nome do qual eu não me recordo!)

"Os filhotes de girafas caem de uma altura de quase 2 metros quando a mãe está de pé durante o nascimento(...)" in Wikipédia

Como se já não fosse suficiente, quando esta brilhante reportagem termina - que, por sinal, foi seleccionada para fechar o Telejornal (provavelmente devido à sua espectacularidade!), o pivot do Telejornal em questão resolve rematar com um brilhante:

"Obrigado! Assim, nem há notícia que tenha vertigens!

Foi o Jornal Nacional. Tenha uma boa noite."

É nesta altura que eu me pergunto se era mesmo necessário desgraçar-se desta maneira... É que... Não sou capaz sequer de comentar. Deixo ao vosso critério...

3.1.07

Após uma longa (ou não) reflexão cheguei à conclusão que... se não vou dormir vou continuar a rimar desalmadamente. Mas como eu ia a (tentar) dizer, concluí que estava na altura de dar uma lufada de ar fresco a este meu recanto. Não que o tema abordado de seguida seja propriamente digno de uma lufada, especialmente se tivermos em conta a envergadura da docente em questão... Bom... Para isso, contribuíu um amigo que, entre estudos, partilhou comigo este bonito desabafo que dá pelo nome de "O fim da doença". Para os "descontextualizados" talvez não seja tão interessante assim, mas de qualquer modo se andam por aqui a divagar é porque não têm nada de útil para fazer.

Digo eu.

"Recordo ver-me deambular por ruas quentes de um abafado Setembro que anunciava o reinicio da já velha rotina académica. Recordo ver-me fazendo passear um livro de um azul ainda novo, acabado de adquirir na livraria da universidade ainda não fazia um mês. Era o livro do autor Quivy. Não tão cedo me teria apercebido do quanto este douto sociólogo me iria assombrar ao longo deste primeiro semestre do segundo ano. De facto, sem misericórdia alguma e com todo o escárnio, Charles Quivy assaltou-me o sono durante noites, remoendo-me a mente durante dias consecutivos enquanto lavava os dentes, enquanto via o correio, enquanto guiava pela autoestrada... Charles Quivy, fantasma que vivia preso naquele pequeno livro azul, depositava toda a sua ira desenfreada pela busca constante da sociologia num livro que, numa visão mais redutora, não se conseguia elevar mais do que mera diarreia intelectual. De facto, este cavalheiro conseguiu mais do que preocupar: conseguiu ser motivo de atrito dentro de amizades e dos alunos chegarem à real conclusão que isto da vida académica não só está cada vez mais carente de uma revisão, como se reveste de toda uma estupidez sem sentido algum na vida futura de agentes sociais, vulgo, candidatos a jornalistas. Dizem os sábios que serviu para muito, este Quivy. Hoje, Charles Quivy dorme debaixo de um pé de mesa que equilibra uma petiz mesa de sala que está plantada a um canto do meu quarto, carregando um sistema de áudio. Quivy ali dorme, calado, esquecido... silenciado. Caiu, finalmente, no esquecimento da putrefacção da inutilidade académica. Um conjunto de folhas, sujas pelo manuseamento de um estudante, que não vê mais a sua razão de ser na sua efémera existência senão ficar preso ao condicionalismo da sua estupidez sociológica.
A cadeira que este patrocina deu-se como terminada. Com ela esquecer-se-ão inúmeras personagens: líbano monteiro, policarpo, francisco vieira da silva... figuras ilustres nos seus pequenos mundos de intelectualismo desenfreado e competitivo que no seu limite de vida irão lançar venenos de sabedorias inúteis, retóricas trabalhadas sem fundamentos lógicos invocando alegorias académicas iludindo de uma praxis que nunca existiu.
Métodos e técnicas de investigação para as ciências sociais vê o seu fim na carreira deste cronista. Despeço-me, lamentando a saudade que nunca terei. Despeço-me lamentando posteriores mentes que serão condenadas à infecção sociológica.
Despeço-me...

Um estudante..


Universidade Católica Portuguesa
Janeiro 2007"



Parece-me pertinente acrescentar que este mesmo fantasminha ainda está bem vivo debaixo da minha cama, e só será exterminado no mês de Julho, na mesma altura em que a minha mesa de centro da sala vai deixar de abanar.

31.12.06

Acabo este ano... Farta de injustiças, de cinismo e hipocrisia. De ingratidão, egoísmo e presunção. De sentimentos descartáveis, falsidade e interesse. De falta de esperança. Da dor. De desilusões, de frustrações, e de saudade.

Em 2007... Espero conseguir sonhar, acreditar, sorrir e amar.

Feliz Ano Novo

26.12.06





Os colares do post anterior estão todos vendidos, mas servem de referência a posteriores pedidos. Relativamente a estes três, só o do meio é que não está disponível - é MEU ! =P (Mas posso fazer idêntico).

Boas Festas !

21.12.06

Mais umas invenções...
Qualquer informação sobre preços e assim, digam !



3.12.06


Uma das produções daquela que, a meu ver, é a empresa detentora das melhores imagens publicitárias de sempre: United Colors of Benetton.
' Certa vez, um jovem foi visitar um sábio e falou-lhe sobre as dúvidas que tinha a respeito dos seus sentimentos por uma bela moça. O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa:
- Ame-a.
Disse o rapaz:
- Mas, ainda tenho dúvidas...
- Ame-a -, disse-lhe novamente o sábio.
E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, finalizou:
- Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é dedicação e entrega. É um verbo, e o fruto dessa ação é o amor. O amor é como um exercício de jardinagem. Por isso, arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. E esteja sempre preparado, porque haverá pragas, secas e excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame, ou seja: aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda.


Ou, simplesmente, ame. '

14.11.06


' ...instante em que o silêncio é o bater do coração... '